CHI 2017 – A Conferência

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A ACM – Association for Computing Machinery organiza anualmente sua Conference on Human Factors in Computing Systems, com a sigla CHI (pronuncia-se “cái”), o maior encontro anual de pesquisadores que estudam as questões que emergem da interação homem-computador (human-computer interaction-HCI).

 

A CHI 2017 ocorreu em Denver, agora em Maio.

 

A interação humana com a tecnologia interessa praticamente a todas as áreas de conhecimento, o que faz com que um passeio pela CHI permita um vislumbre do “para onde” avança o conhecimento humano, no mundo de hoje. Vejam só:

 

Os keynotes speakers:

 

Neri Oxman, em sua pesquisa em Arquitetura, com a ajuda da computação, avança para o design biológico. Um espetáculo! Ela já criou uma roupa “viva” e ainda fez bichos-da-seda tecerem um domo enorme.

 

Ben Shneiderman, além de desenvolvedor do touch screen design, vem provocando arrepios na visão acadêmica tradicional ao defender a necessidade de se ensinar simultaneamente  a ciência, o engineering e o design. Outra novidade é que ele atua sem que se possa distinguir onde termina seu papel de professor-pesquisador e onde começa o de líder empreendedor, parceiro de seus alunos.

 

Wael Ghonim, ativista egípcio que usou o facebook para empurrar a primavera árabe, e a transformação de seu país.

 

Nicholas Carr, escritor americano que denuncia que o vício da busca pela informação nova, nos emails, facebooks e whatsapps vem boicotando nossa capacidade reflexiva e de pensamentos mais conceituais.

 

As mais de mil sessões técnicas apresentadas este ano, foram selecionadas entre mais de cinco mil propostas, o que dá uma boa dimensão do ritmo de produção acadêmica na área mundo a fora.

 

Eu estimaria em 40% a proporção de pesquisadores orientais presentes. Um número elevado, me pareceu, para um evento nos Estados Unidos.

 

As participações por telepresença chamaram a atenção do público, e achei particularmente interessante o modo como as pessoas que circulavam pelo Colorado Convention Center evitavam atrapalhar os robozinhos em suas idas e vindas de um auditório a outro.

 

As novidades das sessões técnicas ficam para o próximo post.

Interação com participante por telepresença na CHI 2017.
Interação com participante por telepresença na CHI 2017.
Participantes assistem por telepresença à CHI 2017.
Participantes assistem por telepresença à CHI 2017.

 

 

IHC – Nascem Novas Profissões: Oportunidades e Desafios para o RH.

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Pesquisador Paul Johns da Microsoft Research demonstra o Projeto Florencena CHI 2017, em Denver.
Pesquisador Paul Johns da Microsoft Research demonstra o Projeto Florence, na CHI 2017 em Denver.

A Interação Humano-Computador (IHC), Human-Computer Interaction (HCI) em inglês, é uma área de estudos cuja relevância vem aumentando na mesma velocidade que artefatos computacionais se tornam mais e mais onipresentes no mundo. Um novo campo de pesquisa e lucro quase tão importante para as organizações quanto os estudos da Teoria Organizacional. Esta, concentra-se em como tirar o máximo proveito da colaboração humano-humano, na IHC procura-se isso na interface entre humanos e tecnologias, nossa nova simbiose.

A IHC espalha seus tentáculos sobre algumas áreas antes diversas e distantes como Artes, Segurança, Saúde, Robótica, Linguística e Colaboração, entre outras. Em toda parte a tecnologia está ajudando e potencializando as atividades humanas. Os estudos sobre a interação humano-computador oferecem oportunidades para agregar eficiência, precisão e rapidez às práticas usuais de humanos. Além disso, estão revelando novas e inimagináveis possibilidades como “conversar” com plantas (projeto Florence da Microsoft) e a realidade (ou a inteligência) artificial, por exemplo.

E o mais relevante: através da interface homem-computador podemos difundir e consolidar valores Morais e Políticos, afetando as Culturas Organizacionais e mais amplamente, a Ética.

Quem vai estudar essa questão importante nas organizações?

Hoje, os estudos sobre IHC demandam duas iniciativas: desenvolver o interesse nos aspectos humanos em pessoas que antes eram apenas focadas em computadores, e ao mesmo tempo, o interesse em tecnologia naqueles antes especializados em seres humanos. Um diálogo bastante difícil. Desafios e oportunidades na interface objetividade-subjetividade.

Provavelmente, nas prateleiras dos escritórios de executivos de RH e TI, começaremos a ver mais e mais livros provenientes da Semiótica, Filosofia, Biologia e Entretenimento.

Bem-vindo, mundo novo!

Se Alan Ruschel cumprir a promessa, vai ser difícil segurar a Chapecoense.

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A entrevista de um homem que escapou à tragédia é uma aula de humanidade.

Não o conhecia, anteriormente, mas o homem que sobreviveu é um mestre.

Alan em poucos minutos expressa uma convicta simplicidade; uma perspicaz inteligência quanto a culpados pelo acidente (mantendo uma sábia prudência de não acusar); uma perseverança inabalável de seguir sua vida; uma gratidão inequívoca pelos que o apoiaram; doçura quando fala da esposa; a integridade do “promessa é dívida”; o otimismo de voltar rápido a jogar e um respeito considerável por colegas e dirigentes.

Todos estes traços de personalidade apontam a uma fortíssima capacidade de Liderança.

Tudo isso estando ele ainda debilitado fisicamente e emocionalmente traumatizado!

Imagine quando se recuperar?

Não precisa nem voltar a jogar. Se a promessa de manter a sinergia no vestiário da Chapecoense for cumprida, o Alan vai dar muito trabalho para os adversários nos próximos campeonatos.

Uma pena, que empresas gananciosas restrinjam o acesso ao vídeo ou imponham a exibição ostensiva de suas marcas asquerosas em comerciais obrigatórios. Deveriam ser mais humildes e discretos no patrocínio para que possamos todos assistir a esta aula magna de Liderança, da nossa Universidade Brasil.

Assista aqui.

PS: Vou torcer para que Alan deixe o vício do refrigerante!

Virtudes no Trabalho – Disciplina

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Disciplina é cumprir e fazer cumprir o que foi combinado. É valorizar a observação de regras, normas, diretrizes e procedimentos acordados. É a capacidade de execução metódica e precisa das tarefas e etapas de um trabalho, conforme orientações recebidas e práticas adotadas. O DISCIPLINADO espera dos colegas igual atitude e costuma cobrar que respeitem as normas, procedimentos e orientações.

A Disciplina é como a Polidez, a diferença é que esta se refere às regras da sociedade como um todo, enquanto a Disciplina, foca as regras específicas de uma organização, de um trabalho.

Valorizamos ao colega Disciplinado por entender que sem a observação das regras pactuadas a organização se dissolve e perde eficiência. Só o cumprimento das normas e regras do trabalho maximiza a colaboração e permite a sinergia desejada. Trabalha-se menos, quando se trabalha certo.

Adjetivamos coloquialmente aquele que atua com Disciplina, indistintamente como METÓDICO, CRITERIOSO ou simplesmente de DISCIPLINADO.

 

As Virtudes no Trabalho no Cinema

Capitão Phillips  (2013) traz um perfeito exemplo do que é insistir no cumprimento do que havia sido acordado.

Para conhecer um exemplo quase “vivo” de Disciplina veja o clipe do Programa Delphos para o desenvolvimento de líderes, clicando aqui: Disciplina

Virtudes no Trabalho – Inteligência

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Para resolver da melhor forma um problema, um amplo espectro de pontos de vista terá que ser observado, em cada questão. É assim a analise que faz o Inteligente. Aprendeu, e tem sempre em consideração, um amplo espectro de variáveis, em cada output que dá à organização, seja uma análise realizada, uma ideia expressada, ou uma decisão tomada.

Valorizamos a inteligência das pessoas pelo que ela nos traz de bom, ou pelo menos, para o Bem que pode resultar desta capacidade.

Valorizamos o colega inteligente por acreditar que ele pode ser um aliado e nos ajudar a resolver problemas da organização. É por isso que a inteligência é uma das mais valorizadas virtudes nestes ambientes. A capacidade de propor boas soluções e resolver problemas.

Nas organizações, adjetivamos coloquialmente aquele que atua com Inteligência, indistintamente de DESENROLADO, FERA, CAPAZ ou simplesmente INTELIGENTE.

 

A falta de Inteligência – Avaliadores que considerem que ao analisarmos, e expressarmos uma decisão ou solução, não tenhamos considerado um espectro suficientemente amplo de variáveis intervenientes, desenvolverão de nós uma reputação negativa.

Algumas pessoas podem acreditar que você não considera aspectos genericamente conhecidos. Se elas acreditarem que você esquece alguns aspectos e variáveis por pressa, podem desenvolver de ti uma reputação de precipitado e afobado. Se acreditarem que não foi por esquecimento e que de fato desconhecemos tal variável, podem colocar uma carga mais negativa e julgar-nos despreparados para a função.

Recomendação: Reflita quanto ao conjunto de variáveis considerado normalmente por você e agregue pessoas com competências multidisciplinares para colaborar, garantindo sua efetiva participação. Consensos devem ser gerados quanto ao leque de variáveis a considerar em cada decisão ou empreitada, já que ninguém consegue deter em seu raciocínio todas as variáveis intervenientes em suas exatas medidas nos trabalhos complexos.

As Virtudes no Trabalho no Cinema

Uma Mente Brilhante (2001) traz um perfeito exemplo do que é considerar rapidamente um amplo espectro de variáveis para um problema, ou seja, da Inteligência.

Para conhecer um exemplo quase “vivo” de Inteligência veja o clipe do Programa Delphos para o desenvolvimento de líderes, basta clicar aqui:  Uma Mente Brilhante – Inteligência

As Virtudes no Trabalho – Gratidão

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Gratidão é reconhecer e agradecer as contribuições recebidas. Gratidão é dividir com o outro a alegria que a ação dele te fez sentir. Reconhecer a autoria e elogiar o resultado obtido. Resultado que foi bom para você, gerou um beneficio, te deu prazer e queres dividir este prazer com quem fez algo elogiável.

Agradecer, mesmo que a ação fosse obrigação do outro, pela maestria com que foi realizada.

Por que é bom agradecer: A maior vantagem de quem agradece o trabalho alheio é que quem agradece como consequência recebe ainda maior colaboração e motivação de parte de quem recebe o agradecimento. A gratidão funciona como um motor da sinergia do grupo. Todos colaboram com quem agradece.

O excesso de gratidão é chato e pode ser confundido com puxa-saquismo. A falta de gratidão, ou ingratidão, pode disparar a desmotivação nas pessoas.

 

As Virtudes no Trabalho no Cinema

Em Bagdá Café (1987) temos ótimas performances exemplos de ingratidão, vale a pena conferir.

Ed Wood (1994) traz um perfeito exemplo da gratidão que arranca a motivação e o empenho do outro.

Para conhecer um exemplo quase “vivo” de Gratidão, veja o clipe do Programa Delphos para o desenvolvimento de líderes. Basta clicar aqui: Ed Wood – Gratidão

Se perceber minoria.

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Se cada ser humano comprar dois quilos de carne para sua alimentação mensal, extinguimos a espécie vacuna em um ano! Se acrescentarmos um quilo de suíno, com os porcos também. (elaboração sobre dados FAO  USP).

A sustentabilidade e a democracia demandam frear nosso consumo médio de carne.

Ou vamos torcer para que as religiões o façam?

Almoçando com Arthur.

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A visita de Arthur ao Rio de Janeiro me permitiu convida-lo para almoçar. Um longo almoço que já sinto saudade.

Arthur vem driblando espetacularmente os percalços do tempo e segue com a mesma vitalidade e força de expressão.

Nossa conversa, de profissionais (e eternos aprendizes, claro) do desenvolvimento humano, não poderia deixar de passar por uma rápida atualização quanto à vida que tocou a cada um de nós, nestes últimos dez anos de falta de conversa “olho no olho”, para logo em seguida passarmos às recordações dos bons projetos que juntos empreendemos.

Os amigos servem para isso. Para reciprocamente avivar-nos as recordações que o tempo se encarrega de esvanecer.

Vou registrar aqui para também relembra-lo às dezenas de amigos que o vivenciaram.

No âmbito do programa de desenvolvimento gerencial que implementamos na Bolívia, incluímos o seminário de educação avançada que Arthur, e sua equipe, já tradicionalmente aplicava no Brasil, e que eu havia tido a oportunidade de participar.

O programa foi, então, integralmente vertido e adaptado ao idioma espanhol e teve um impacto extremamente positivo, segundo as avaliações realizadas.

Mas algo emblemático que passou e que demonstra a profundidade do envolvimento e abstração que Arthur conseguiu empreender ao programa, foi em seu encerramento.

Arthur encerra e recebe o mais profundo silencio de uma plateia estática. Ninguém ousou quebra-lo por incríveis dez minutos! Pura reflexão. Profundas elaborações nas cabeças. Arthur, já um pouco constrangido aguardando alguma manifestação, até que um se levanta e agradece pelo programa mais importante de que jamais participara. Em que foi seguindo de minutos e minutos de aplausos de uma plateia de pé. E Arthur a chorar.

Muito bom revisitar estas memórias…

Mas o melhor mesmo é ver Arthur* passar rapidamente das recordações aos novos planos. Analisamos os cenários e possibilidades de novos projetos. Seguir na luta.

É isso aí, mestre! Bola pra frente! Porque gente como você o mundo merece mais.

* Arthur Pereira e Oliveira Filho  > http://www.cesde.org/

Inimigo público número 1 dos brasileiros.

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Graças ao amor filial, que a tudo supera, e à tecnologia, que ainda não tanto, nós também participamos da conversa naquele hotel em Brasília.

Como nenhum participante questionou a veracidade do que escutamos, podemos afirmar que também “estivemos” lá, como um desapercebido mosquito do cerrado.

Milhões de brasileiros escutando e testemunhando a mais bela cena de covil, que Hollywood ainda não ousou.

A frieza do rapport, envolvendo infância e docilidade em doses homeopáticas, mas precisas.

A vulgaridade com que tomam os personagens da republica, para demonstrar incomensurável poder.

O espirito fraterno da máfia que aguarda a cada instante a chance de enfiar a faca nas costas do outro, se lhe convier.

E a arrogância da proposta final, e definitiva, de cagar solenemente para a Justiça,

Ingredientes explosivos, que só exaltam a torcida do time do xerife.

Avante Brasil!

O Murilo é um despreparado?

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Estamos vivendo tempos perigosos e turbulentos.

Todos os meios de comunicação de massa parecem se transformar em fábricas de conceitos.

O virtual se espraia como fogo morro acima. Verdade ou mentira? Não importa. O que sim importa é botar o meme na cabeça do leitor.

Fiquei estarrecido com esta da Veja: com o título – O desabafo de Murilo sobre a Petrobras, o periódico tenta passar a seus leitores uma imagem negativa da empresa. É uma opção que certamente atende seus interesses.

O que estarrece é a forma de fazê-lo.  Subestima enormemente a capacidade intelectual de seus leitores.

No veículo, Geraldo Samor afirma que Murilo Ferreira ao renunciar a presidência do Conselho de Administração da Petrobras, informou “a um interlocutor” seu julgamento sobre os benefícios que a empresa oferece a seus empregados. Um monte de bobagens que me recuso a acreditar que um homem com seu currículo possa proferir.

Só pode ser falso, mas como não vi nenhum desmentido… Os leitores pensarão que Murilo Ferreira é um despreparado. Eu, pelo menos, prefiro ficar com este meme após a leitura.

Se não, vejamos:

A Veja colocou entre aspas: “Seu eu fosse morador de Nilópolis, São Gonçalo ou da Baixada [regiões pobres do Rio de Janeiro], eu ficaria revoltado com os tipos de privilégios que os funcionários conseguiram garantir para si mesmos.”

Essa pérola se aplica à periferia de Detroit em relação aos benefícios adquiridos pelos funcionários da GM, à periferia de Tóquio em relação aos funcionários da Sony, à periferia de Nova Delhi em relação aos da Tata, ou a qualquer periferia pobre, em relação aos empregados da maior empresa de qualquer cidade do mundo. Ou o comunismo já foi implantado eficientemente em algum lugar? Que eu saiba, não. Mesmo em Cuba, a periferia pobre de Havana deve invejar certos benefícios do pessoal da CUPET, sua petroleira. Então como pode o Murilo dizer uma tolice como esta? Mas a coisa não para aí.

A revista continua:  Em seguida, meio constrangido, tirou da carteira um cartãozinho verde. “Sabe o que é isto? É um cartão com o qual eu vou a qualquer farmácia, pago apenas 15 reais e compro o medicamento que quiser. Nenhuma empresa particular no Brasil tem um cartão de convênio médico como esse. Eu nunca usei, senti vergonha.”

Aqui há algo muito estranho… Murilo como presidente do Conselho de Administração não pode ter os benefícios que a empresa oferece a seus empregados. Ele não é empregado. Ou é mentira, ou a prática deveria ser revista imediatamente (os sindicatos e a federação- a FUP, ficaram calados?).

Adicionalmente, como executivo, Murilo deveria saber que benefícios e remuneração, para uma empresa, são partes de um todo, em um conceito mais moderno de compensação pelo trabalho. Oferecer um valor como beneficio pode sair mais barato do que oferecer uma remuneração que permita ao empregado adquirir o mesmo bem. É uma questão de elisão fiscal, em que a empresa leva vantagem. Não posso acreditar que nenhum gerente de RH nunca tenha ensinado isto ao coitado do Murilo. Quem conhece um pouco de política remuneratória sabe que a Petrobras não se caracteriza por uma politica de compensação ousada, só um desorientado falaria esta bobagem.

Adicionalmente a frase é mal intencionada, já que não informa que o empregado paga caro, se quiser ter o tal cartãozinho verde.

A matéria continua:  E prosseguiu: “Na Vale, consegui tirar os carros dos diretores. Na Petrobrás não é possível diminuir qualquer coisa que a corporação não queira.”

É o fim da picada! A única coisa que ele teria para comentar sobre sua gestão na Vale é que impôs a cada diretor o risco de nossos taxis e ônibus? Ou chegar atrasado em seus compromissos externos em dias de chuva? Murilo não tem ideia do que é gestão estratégica de pessoas.  Ainda bem que renunciou!

Espero mesmo que ele não tenha mudado nada na Petrobras!

O ultimo comentário é a infâmia maior que o meme tenta colocar em nossa cabeça, discretamente:

Esse espírito de corpo, segundo Murilo, “não permite imaginar que qualquer coisa vá mudar lá.”

Deixam a frase solta no ar… O que querem dizer com “qualquer coisa”? Estarão tentando uma associação subliminar com os escândalos atuais em que a empresa anda envolvida?  Estarão insinuando que a responsabilidade pelos desmandos, está no “corporativismo”? Como numa reencarnação do senador Roberto Campos dos anos 90?

Alto lá! Que fique bem claro que o que temos aqui não é um conflito entre esquerda e direita. Aqui estamos falando de outro conflito, o da administração profissional versus interesses ocultos. A administração profissional pode atuar para entregar os resultados desejados por todos os stakeholders de qualquer negócio viável, seja ele público ou privado. Mas tem uma enorme dificuldade de lidar com os interesses que não podem ser revelados.

Começo a achar que não foi renúncia, a empresa te resistiu, te blindou e te expurgou, Murilo.

Já não bastava uma Diretoria Executiva de presidiários? Necessitávamos um Conselho de Administração presidido por alguém com estas ideias na cabeça?

Aguardo o desmentido, ou prefiro ficar com o conceito de que foi sua excelente política de Recursos Humanos que construiu nossa poderosa Petrobras, não esta gestão de cachorro morto que agora os espertinhos da Veja querem aproveitar e chutar, com memes interesseiros.

E por favor, nunca confundam o Murillo que ajudou a construir uma grande corporação com o Murilo que a Veja cita, este caiu na Petrobras de paraquedas. E, pelo que anda comentando com “interlocutores”, já foi tarde!

 

Quem quiser conferir a bobagem da Veja, clique aqui.

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Murillo Brandão

Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas. Atuou por 35 anos na Petrobras exercendo diversas funções executivas nas áreas de Recursos Humanos, onde acumulou experiência em Gestão de Pessoas, Educação Corporativa, Cultura Organizacional e Ética no Trabalho. Liderou a concepção e a implantação da Universidade Petrobras. Coordenou o tema Pessoas em projetos de fusões e aquisições internacionais. Desenvolveu as Políticas Globais de Gestão de Pessoas para atuação Internacional da empresa. É sócio da Quantum|Brasil, criador de metodologias inovadoras para desenvolvimento da Liderança, e palestrante internacional.


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